O palanque está formado, à frente os dois candidatos ao Senado, Renan Calheiros (PMDB) e Eduardo Bonfim (PCdoB), junto com o ministro do emprego e renda, Carlos Lupi (PDT), além da presença do presidente nacional do PT, Eduardo Dutra. Todos para anunciar a candidatura de Ronaldo Lessa (PDT) ao Governo do Estado.

O discurso se manteve basicamente o mesmo. Todas as lideranças vêm zelando pela ligação da Frente por Alagoas com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e, consequentemente, à sua candidata, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A impressão que se dá, até de forma mais enfática, é que a vinda do presidente petista ao estado é justamente essa: delimitar territorialmente o palanque do planalto em Alagoas.

As atrações ficaram por conta do presidente da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) – Luciano Barbosa (PMDB) - que, com um discurso inflamado, declarou seu apoio incondicional à candidatura de Lessa. Além da presença de Joaquim Beltrão (PMDB), que até bem pouco tempo atrás declarava amores ao opositor, Fernando Collor (PTB): “mas só como gratidão”.

O que mais chama atenção é o engajamento dos candidatos como agradecimento – solidário – às ações que o Governo Federal vem tomando com as vítimas da enchente – que devastou o Vale do Mundaú, no último fim de semana. Todos os que discursavam faziam questão de destacar e demonstrar sensibilidade com a tragédia que devastou a Zona da Mata alagoana.

“Nós temos bons políticos”, disparou o Barbosa

Como presidente da AMA, Luciano Barbosa saiu em defesa da categoria: “nós temos bons políticos”, afirmou o prefeito de Arapiraca. Ele destacou que o povo alagoano tem um bem valioso, assim como todo nordestino: a gratidão. O político destacou que isso, durante muito tempo, foi tratado com certo preconceito.

“Agora chegou a nossa hora, de dar uma lição de política. Vamos colocar a Dilma como presidente do país”, enalteceu. Ele fundamentou seu discurso pelo fato do Governo Federal ajudar a reestruturar o estado – depois da calamidade das chuvas. Uma espécie de resposta, gratidão exacerbada ao pomposo palanque petista.

“Lessa já tinha desistido de voltar ao Governo”, defende Carlos Lupi

Amigo de Lessa, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, defendeu que seu candidato só aceitou voltar ao Governo a pedido de Lula. “Ele já tinha desistido, o seu foco era outro. O presidente ressaltou que necessitava de um Governo pró-ativo em Alagoas”, explicou o ministro do Trabalho e Emprego.

Lupi defendeu a aliança com o senador Renan Calheiros e o apontou como figura imprescindível na relação com Lula e, principalmente, com o PT. “Ele é leal. amigo do presidente Lula. Interlocutor direto da população alagoana”, concluiu o presidente do PDT.

“Alagoas não vai retroceder”, garantiu Calheiros

O candidato ao Senado, Renan Calheiros, fez questão de ressaltar que o Estado não vai retroceder. “Mesmo diante de tanta tragédia, nós vamos seguir em frente. Com o apoio do presidente Lula, nós vamos conseguir dar a volta por cima” declarou.

Calheiros defendeu a solidariedade diante desta tragédia. “Temos que aumentar o apoio ao nosso povo e quero desde já agradecer, particularmente, o presidente. Pelo apoio que está dando às nossas vítimas, com todos os recursos disponíveis”, concluiu o senador.

“Estou feliz por encontrar o meu povo”, diz Ronaldo Lessa

O ex-governador não escondeu de ninguém o desejo de encontrar seus eleitores. O único candidato ao Governo do Estado de Alagoas sem mandato começou sua caminhada com o acolhimento de 2 mil correligionários.

“Eu vejo um povo tentando resgatar as esperanças. Com desejo de segurança pública, hospital funcionando e mais uma série de coisas importantes”, disparou o candidato. Com relação ao prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), - seu adversário interno – Lessa foi incisivo: “o prefeito queria ser candidato, mas Lula me mostrou que ele está fazendo um bom papel, a sociedade está gostando e que ele deveria continuar comandando Maceió”, alfinetou.