Caso não tivesse sido frustrado antecipadamente pela polícia, o plano de invasão de uma agência bancária de São José dos Campos, no interior de São Paulo, durante o jogo desta sexta-feira (25) entre Brasil e Portugal entraria para a lista de crimes cometidos quando a seleção brasileira está em campo.
O G1 ouviu relatos de vítimas e policiais envolvidos em ocorrências durante as duas atuações anteriores do Brasil, nos dias 15 e 20 de junho.
De acordo com a Polícia Militar de São Paulo, o número de ocorrências de roubos e furtos em dias de jogos tem sido um pouco menor. Durante o jogo não há aumento na quantidade de chamadas para o telefone 190. Contudo, até três horas após o jogo, a quantidade de chamados cresce em torno de 25%, principalmente em razão de desentendimentos.
O coronel da reserva da Polícia Militar e consultor de segurança pública José Vicente faz algumas recomendações. "Jogo do Brasil na Copa é uma comemoração que não tem torcida adversária. Muita gente vai exagerar na bebida, por isso é bom evitar levar criança a locais com muita aglomeração. Os crimes são os mesmos, mas os ladrões buscam oportunidade. Vão sempre atacar locais ou pessoas mais vulneráveis. É importante manter a casa e o carro bem fechados. Os criminosos não estão preocupados com o andamento do jogo e o cidadão não pode relaxar demais porque o ladrão está sempre trabalhando."
O sargento Vladimir Pereira da Silva, da 2ª Companhia do 27º Batalhão da PM, em São Paulo, conta que no dia do jogo do Brasil contra a Coreia do Norte, por volta das 16h, sua equipe flagrou um casal e um adolescente passeando com um Fiesta vermelho em uma rua da Zona Sul. O veículo havia sido roubado no dia anterior.
"Aproveitaram o horário do jogo para passear com o carro", afirmou. Ao perceber a abordagem, os suspeitos tentaram fugir e bateram. Na mesma tarde, enquanto a bola ainda rolava em campo, os policiais flagraram um homem suspeito de ter roubado o celular de uma vítima de 18 anos, que veio do interior de São Paulo para visitar parentes na Zona Sul.
Segundo o sargento, uma testemunha viu que a garota de 18 anos foi assaltada e que o criminoso entrou em uma perua de lotação. Essa testemunha pegou carona com um motoqueiro, ultrapassou a lotação e avisou a equipe de policiais. Ao perceber que os policiais estavam parando as vans, o rapaz desceu e ficou parado em um ponto de ônibus, mas foi pego com o celular da vítima.