Uma equipe internacional de cientistas decifrou o genoma (conjunto de genes de uma espécie) do piolho, companheiro inseparável do ser humano há milhões de anos. O feito gera novas informações sobre a biologia humana e a do inseto.

O genoma do piolho é o menor já decifrado de um inseto, dizem os cientistas, em estudo publicado pela revista científica PNAS. O parasita, medindo de 2 mm a 3 mm de comprimento, é totalmente dependente dos humanos para sua sobrevivência e desapareceria da Terra se estivesse separado deles por muito tempo.

O corpo do piolho conta, ainda, com "o menor número de enzimas de desintoxicação observadas em qualquer outro inseto", disse John Clarck, pesquisador da Universidade de Massachusetts e um dos autores do estudo. O número reduzido de enzimas faz com que o organismo do piolho seja potencialmente promissor para o estudo da resistência aos inseticidas e outros mecanismos de defesa, acrescentou Pittendrigh.

Os autores do estudo decifraram, ainda, o genoma de uma bactéria que vive no corpo do piolho e se chama Candidatus Riesia Pedicullicola.