Líbia e Suíça decidiram encerrar uma grave disputa diplomática e o empresário suíço detido no país africano, peça central no caso, poderá voltar para casa, segundo informou a ministra de Relações Exteriores suíça neste domingo.
O conflito começou há dois anos após a breve prisão de Hannibal Gaddafi, filho do líder líbio Muammar Gaddafi, pela polícia suíça, e escalou ao ponto de envolver os Estados Unidos, a União Europeia e empresas internacionais do setor de energia.
Um avanço na direção de acordo veio na semana passada, quando a Líbia libertou o empresário suíço Max Goeldi, que foi impedido de sair do país após a prisão de Gaddafi.
A ministra Micheline Calmy-Rey viajou para Trípoli na manhã deste domingo na esperança de trazer Goeldi para casa e conseguiu fechar um acordo horas depois.
"Max Goeldi deixará o país hoje", disse ela a jornalistas na capital líbia. "Goeldi voltará à Suíça e isso é o começo da normalização das relações entre os dois países".