A Guarda Costeira dos Estados Unidos deu à companhia petrolífera British Petroleum (BP) um prazo de 48 horas para apresentar um plano com mais detalhes sobre como a empresa irá conter o vazamento no golfo do México.

Em uma carta datada de 11 de junho, o contra-almirante da Guarda Costeira, James Watson, diz que a BP “tem de identificar nas próximas 48 horas medidas adicionais para conter o vazamento que sejam eficazes e que possam ser postas em prática”.

A carta é uma resposta à que a BP enviou com um plano elaborado para deter o vazamento, que hoje entra em seu 54º dia. O vazamento - o pior desastre ambiental da história dos EUA - foi causado pelo afundamento da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, da BP, em abril.

No plano descrito pela empresa há medidas que só poderiam ser implementadas em meados de julho.

Em sua resposta, Watson diz que, “dada a complexidade do desafio, todo esforço precisa ser empreendido para acelerar o processo”.

- Também me preocupa que seu plano não vá longe o suficiente na mobilização de recursos extras para o caso de uma falha de equipamento ou algum outro problema imprevisto.

72 horas

Na última quarta-feira (9) o governo americano deu à BP um ultimato de 72 horas para que apresentasse um plano detalhado para deter o vazamento. O governo também determinou à BP que relate as demandas apresentadas contra ela por pessoas ou empresas prejudicadas pelo vazamento.

O encarregado americano do controle de desastres, Thad Allen, pede à BP, no documento, informação detalhada sobre esses processos, assim como os cálculos do pagamento de indenizações.

Nesta terça-feira (8), cientistas alertaram que grandes faixas de petróleo não se integram à maré negra que cobre a superfície de parte do golfo do México e se mantêm circulando no fundo do mar, uma situação que, alertaram, pode ser devastadora para o ecossistema submarino da região.

“Chutar traseiros”

Na segunda-feira (7) o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que quer saber "quais traseiros chutar" por causa do vazamento de petróleo no golfo do México. Em entrevista ao Today Show, da rede NBC, Obama defendeu as medidas tomadas por seu governo para lidar com o desastre ambiental.

Questionado sobre o tempo gasto por sua administração em consultas e conversas com especialistas, o presidente dos EUA disse que o propósito das reuniões é encontrar os reais culpados pelo desastre.

- Eu não fico sentado por aí, conversando com especialistas como se isso fosse uma apresentação de escola. Nós conversamos com esse pessoal porque eles provavelmente têm a melhor resposta sobre quais traseiros eu devo chutar.