O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), conhecido como inflação da baixa renda, registrou variação de 0,18% em maio. A taxa é 1,10 ponto percentual abaixo da apresentada em abril de 2010. O indicador já acumula alta de 5,18% no ano e 6,04%, nos últimos 12 meses. Os dados são de pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta quinta-feira (10).
A taxa do IPC-C1 de maio ficou abaixo da registrada para o conjunto da população, calculado pelo IPC-BR: este indicador variou 0,21% no mesmo período. Em 12 meses, no entanto, o IPC-BR acumula alta menos expressiva que o IPC-C1, de 5,28%.
Dos sete grupos de despesas pesquisadas pela FGV, quatro ficaram mais baratos. O principal destaque foi o grupo alimentação. A taxa passou de 2,52% para -0,20% devido aos recuos nos preços de itens importantes da cesta de consumo das famílias, como tomate (6,79% para -29,53%), leite Longa Vida (9,66% para 1,82%), feijão carioquinha (30,82% para 13,95%) e carnes bovinas (2,81% para 1,54%).
Os grupos saúde e cuidados pessoais (1,28% para 0,66%), vestuário (1,13% para 0,80%) e educação, leitura e recreação (0,57% para 0,00%) também ficaram mais baratos. As principais influências foram de medicamentos em geral (2,46% para 1,48%), calçados (1,75% para 0,05%) e de shows musicais (6,49% para -2,65%).
A taxa do grupo transportes repetiu o resultado da última apuração, -0,01%.
O que ficou mais caro
De acordo com a FGV, custos com Habitação (0,29% para 0,63%) e despesas diversas (0,00% para 0,16%) ficaram maiores em maio. Os principais itens que mais influenciaram a alta foram taxa de agua e esgoto eesidencial (0,00% para 1,57%) e alimento para animais domésticos (-1,35% para 0,45%).