O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (8) que o projeto de novas sanções econômicas contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) já está "praticamente fechado".
A Rússia é um dos membros permanentes do órgão das Nações Unidas, junto com Estados Unidos, Reino Unido, França e China. Liderados pelos americanos, esses países querem que o Irã seja punido economicamente pela insistência em prosseguir com seu polêmico programa nuclear.
Em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, Putin disse os membros permanentes do Conselho de Segurança estão muito perto de fechar o acordo de sanções.
- Trabalhamos muito e acreditamos que praticamente chegamos a um acordo.
As potências lideradas pelos Estados Unidos acusam o Irã de tentar produzir armas atômicas sob a fachada de um programa nuclear civil, hipótese que o governo de Teerã nega.
Em maio, Brasil e Turquia fecharam um acordo com o país persa que estabelecia a troca de urânio enriquecido em território turco. A medida, no entanto, não foi suficiente para impedir a tentativa de aprovação de novas sanções.
Ao mesmo tempo em que disse que acordo de sanções está praticamente pronto, Putin deu a entender que as medidas não serão tão rígidas quanto se esperava.
- Nosso ponto de vista é que essas decisões não devem ser excessivas e não devem colocar o povo iraniano em uma posição difícil, que poderia obstruir o caminho para o uso pacífico da energia nuclear.
Ahmadinejad diz que acordo é última chance
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira, em Istambul, que o acordo nuclear assinado por seu país com o Brasil e a Turquia é "uma oportunidade única" que não voltará a aparecer.
Em entrevista coletiva antes do início de uma cúpula regional da qual participam 18 países asiáticos, Ahmadinejad mandou um recado aos Estados Unidos.
- Este acordo é uma oportunidade para o governo americano e seus aliados. Espero que a utilizem bem. As oportunidades não se repetirão.
O presidente do Irã disse também que não aceitará o "tom de dominação" dos Estados Unidos nas discussões sobre o programa nuclear da República Islâmica.
- Se tentarem falar conosco de maneira brutal, em tom de dominação, já conhecem nossa resposta.