O ex-superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, ainda estuda a possibilidade de uma candidatura a deputado federal, pelo ‘Frentão’. Em relação à sua candidatura ao Senado, o ‘forasteiro’ disse que ainda há uma esperança: mas, para isso, o PT teria que sair com uma chapa ‘puro sangue’.
“O que eu senti na reunião do diretório estadual, neste fim de semana, é que o Collor é o limite do partido. Com a derrocada do ‘Frentão’, existe uma corrente do partido que não aceita dividir o palanque com o ex-presidente e assim forçaria uma candidatura petista independente: com chapa completa”, afirma Luna.
Ele relembrou que o debate na conferência estadual foi bem acalorado. Principalmente, depois que o presidente estadual, Joaquim Brito, anunciou que a sua candidatura não iria adiante por causa de uma intervenção nacional. “O nosso presidente argumentou que essa iniciativa partiu de Brasília. Sob a alegação de que a minha candidatura comprometeria o palanque de Dilma, aqui no estado”, relembrou o ex-superintendente.
O fato é que Luna foi a Brasília. “Mas ninguém falou em intervenção”, alfinetou o petista.
Joaquim Brito
José Pinto de Luna deixou claro que não existe arrependimento, nem tampouco rancor contra o presidente estadual do partido. “A relação ainda é boa. Ele é o presidente do partido e nós estamos em um regime presidencialista. Isso precisa ser respeitado”, ponderou.
O ex-superintendente federal relembra o que o levou a se filiar ao partido foi uma relação intima de idéias e propostas. “Não fui obrigado. Eu comungo com o ideal petista. E houve uma simpatia recíproca ao meu nome. Então não há o que questionar”, concluiu.
‘Frentão’
Assim como Ronaldo Lessa (PDT) não o quer como vice, Luna garante que a recíproca também é verdadeira. “Assim como Lessa não me quer, também sinto que o ‘frentão’ compartilha essa ideia. Nossas fichas não combinam, minha trajetória é diferente da deles”, declarou o ex-superintendente.
José Pinto de Luna demonstrou que ainda está disposto e não desistiu de sua candidatura. Agora, resta saber como será as próximas jogadas de seu partido: levando-o à Câmara ou, propriamente, ao Senado federal.
