Em debate aberto ao público, realizado nesta quarta-feira (2), administração municipal, professores, técnicos da área educacional e Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) discutiram propostas de melhoria reivindicadas para servidores da Educação em Satuba. Os educadores pedem cumprimento do Plano de Cargos e Carreiras e reajuste de 33% na folha salarial. Prefeitura oferece 3%.

Na discussão, realizada em frente ao prédio da prefeitura, o prefeito Cícero Ferreira – Titor (PC do B) reconheceu a importância dos pedidos dos educadores e apresentou as possibilidades de acordo. “Eu entendo e aceito as reivindicações, mas não dá para prometer o que está fora de alcance como todo esse aumento na folha. É necessário conversarmos para chegarmos a um acordo”, esclareceu o prefeito.

Titor apresentou dados que apontam a impossibilidade de implantação dos 33%. O prefeito esclareceu que a verba advinda do governo federal é insuficiente, e que a prefeitura precisa intervir com recursos próprios. “Nós nos comprometemos a dar um reajuste de 3% mais a apresentação de toda a folha salarial e dos números que indicam a situação atual do município”, garante.

Segundo o prefeito, os recursos gerados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) não são suficientes para suprir a demanda, mas tudo vem sendo investido na valorização de professores e capacitação dos alunos. “Nós podemos comprovar com o que for necessário, seja com a receita do município, folha de pagamento, recibos ou notas fiscais”.

Sobre o Plano de Cargos e Carreiras, os professores reivindicam revisão e extinção de algumas gratificações, apontando diferenças nos valores. A secretária de Educação do município, Tatiane Ferreira, defende a diferença de salários existente entre alguns educadores efetivos e contratados. “Se um professor tem carga horária maior que outro, consequentemente mais trabalho, ele tem o direito de receber a mais por isso, seja profissional contratado ou concursado”, defendeu Tatiane.

Um novo encontro entre o prefeito, secretária de educação, servidores e os técnicos do Sinteal será marcado para mais uma tentativa de acordo.