O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou nesta terça-feira (1º) a ação de Israel contra a chamada “frota da liberdade”, ocorrida nesta segunda-feira (31), e que acabou em nove mortes.

O presidente afirmou que ainda espera mais informações sobre o caso, mas disse que Israel “não tinha direito de fazer o que fez”.

- Condeno [o ataque]. Ele foi feito em águas internacionais e, portanto, Israel não tinha o direito de ter feito o que fez.

Lula reafirmou sua política de “diplomacia de amigos” e a voltou a pedir que as armas sejam evitadas.

- Eu estou convencido que não é o uso das armas que vai garantir a paz.

O presidente participou do encontro do Comitê Mundial de Trabalhadores da Volkswagen, na fábrica da empresa em São Bernardo do Campo.

A ação de Israel provocou uma condenação da ONU (Organização das Nações Unidas), que se reuniu em caráter de urgência para discutir a questão. Israel classificou a repreensão como hipócrita.

A “frota da liberdade” era formada por ativistas de várias partes do mundo e levava uma brasileira, a cineasta Iara Lee. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) chegou a ser convidado a participar da iniciativa.

O objetivo declarado do grupo era levar ajuda humanitária à região da faixa de Gaza, que sofre bloqueio de Israel desde 2007.

 

O Ministério da Defesa de Israel divulgou nesta segunda-feira (31) imagens da incursão que mostram ativistas agredindo soldados israelenses.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Danny Ayalon, disse que os ativistas são conhecidos e tem ligações com grupos radicais islâmicos, como o Hamas (que chegou ao governo de Gaza após um golpe em 2006).

Hoje, os jornais israelenses, como o Yedioth Ahronoth, trouxeram depoimentos de militares que participaram da ação. Um deles afirmou ao veículo que foi agredido por cerca de 20 pessoas.

O Ministério da Defesa de Israel também publicou imagens de supostas armas encontradas com a equipe da frota