O representante comercial brasileiro Osmar Pereira, sequestrado na última terça-feira (25), na África do Sul, foi libertado nesta quinta-feira (27) perto da cidade de Joanesburgo, informou a Superintendência de Polícia federal no Pará.

De acordo com comunicado da polícia, Pereira foi sequestrado por uma quadrilha de nigerianos que se passaram por empresários iraquianos. O brasileiro teria viajado à África do Sul para fechar a venda de um lote de portas de madeira fabricadas pela empresa que Pereira representa.

Segundo a Polícia federal, logo depois de desembarcar no aeroporto de Joanesburgo, o paraense avisou a família de que chegara bem. Em seguida, no entanto, Pereira teria retornado a ligação, dizendo que tinha sido sequestrado e que os bandidos exigiam R$ 507 mil (US$ 280 mil) de resgate.

Imediatamente a família procurou a Polícia federal em Belém, que começou a trabalhar no caso e manteve contato com policiais federais em missão na África do Sul.

O delegado Marcelo Siqueira, da Polícia federal do Pará, disse em entrevista ao R7 que as autoridades brasileiras receberam a denúncia do sequestro na tarde da última terça-feira.

- Imediatamente acionamos a Interpol na África do Sul. Também acionamos nossos agentes que, por coincindência, estão lá como observadores dos jogos da Copa do Mundo.

De acordo com o comunicado das autoridades brasileiras, a polícia sul-africana chegou ao local onde Pereira era mantido nesta quinta-feira. Seis nigerianos que integravam a quadrilha foram presos. Após ser libertado, o brasileiro foi encaminhado para um hospital para exames.

A mídia local diz que Pereira foi torturado durante dois dias e teria sofrido diversas queimaduras no abdôme. O delegado Siqueira diz que o paraense passa bem, apesar dos maus-tratos.

- Ele deve ficar mais uma semana em Joanesburgo para ajudar nas investigações. A polícia já investigava esse grupo, parece que eles já tinham realizado outros sequestros.

O site sul-africano Politics Web informou que a polícia acredita que os supostos criminosos fazem parte de um grupo que atrai empresários de diferentes países para atuarem na costa sul-africana e, depois de os sequestrarem, pedem resgates a suas empresas.

O comissário da polícia sul-africana, general Bheki Cele, citado pela mídia local, mostrou-se satisfeito com libertação do brasileiro e disse que seu país não é um paraíso de criminosos.

- Nós dissemos isso antes e repetimos agora: a África do Sul não é um paraíso de criminosos. Todos os dias reduzimos o espaço para o crime e continuaremos a fazê-lo.