Com o anoitecer, os bombeiros suspenderam as buscas, com as equipes de mergulho, pelas duas irmãs que seguem desaparecidas após o naufrágio de uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, na madrugada de sábado (22). Entretanto, de acordo com o major Mauro Sérgio de Oliveira, quatro homens do Corpo de Bombeiros dormirão em um barco no lago e revezarão as buscas em um jet ski durante toda a madrugada.
As irmãs Liliane Queiroz de Lira, de 18 anos, e Juliana Queiroz de Lira, de 21 anos, estavam na lancha quando a embarcação afundou. Outras oito pessoas que também estavam na embarcação foram resgatadas com vida.
Segundo o major, os trabalhos de busca foram intensificados próximo ao local onde a lancha foi localizada, uma vez que é grande a possibilidade que os corpos das duas garotas estejam por perto. A embarcação foi encontrada pelos bombeiros por volta das 14h30 de hoje.
“Já não trabalhamos com a possibilidade de encontrá-las com vida. Só por um milagre”, disse o major. Segundo ele, além de não saber o local exato do acidente, o que mais dificulta as buscas são as condições do lago. “A água é muito fria e o lago tem uma profundidade de aproximadamente 30 metros. Além disso, há muito material orgânico e restos de obras antigas no fundo, o que atrapalha os trabalhos.”
Ao todo, 30 mergulhadores percorreram, desde o nascer do sol, toda a extensão do lago, com o auxílio de seis embarcações, entre lanchas, botes e jet skis. Um helicóptero também participou da operação.
Segundo o major do Corpo de Bombeiros, a embarcação tinha capacidade para seis pessoas, mas transportava dez antes de naufragar.
A Delegacia Fluvial da Marinha já abriu investigação para apurar as causas do naufrágio. A polícia também deve abrir inquérito. A documentação do condutor e do barco estavam corretas, segundo a Marinha.