Opositores ao governo da presidente Cristina Kirchner realizaram na manhã desta terça-feira na Catedral Metropolitana de Buenos Aires uma missa paralela para comemorar os 200 anos da revolução que culminou na independência da Argentina.

A celebração, realizada às 11h, foi promovida por advesários políticos da presidente, entre eles o chefe de governo da província de Buenos Aires, Mauricio Macri, os deputados Francisco De Narváez e Federico Pinedo, e o presidente da Sociedade Rural, Hugo Biolcati.

Durante a missa, o cardeal Jorge Bergoglio pediu aos políticos "grandeza" e para eles "superarem a confrontação permanente".

"A celebração do Bicentenário merece um clima social e espiritual distinto do que estamos vivendo. É preciso recriar as condições políticas e institucionais para superar o estado de confrontação permanente. A situação atual requer uma atitude de grandeza da parte de todos os argentinos, em particular de seus dirigentes", defendeu o cardeal.

A Argentina celebra nesta terça-feira o bicentenário da Revolução de Maio, que resultou na independência do país da Espanha.

A presidente Cristina Kirchner, por sua vez, realizou a partir do meio-dia a missa oficial do governo na Basílica de Luján, 60 km distante de Buenos Aires.

Com informações da agência Ansa Às 17h, ela receberá colegas estrangeiros e inaugurará a "Galeria dos Patriotas Latino-Americanos do Bicentenário". Durante a noite, será realizado um jantar com a presença de presidente latino-americanos, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Evo Morales (Bolívia), Hugo Chávez (Venezuela), Fernando Lugo (Paraguai), Sebastián Piñera (Chile), Rafael Correa (Equador) e José Mujica (Uruguai).