O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou neste domingo o apoio da Rússia às sanções contra o programa nuclear iraniano no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
A Rússia decidiu apoiar as medidas punitivas ao Irã, depois de receber garantias de que não afetariam a venda de um sistema de mísseis de defesa antiaérea à República Islâmica.
"Se estivesse no lugar das autoridades russas, tomaria posição mais cautelosa", declarou Ahmadinejad, após uma reunião do Conselho de Ministros, citado pela agência de notícias Isna.
Ahmadinejad disse esperar "que um país vizinho e amigo defenderia a declaração de Teerã", o acordo de troca de urânio pouco enriquecido iraniano por combustível nuclear assinado por Teerã, Brasil e Turquia.
O acordo tripartite assinado no último dia 17 estipula que o Irã envie 1.200 quilos de urânio enriquecido a 3,5% para a Turquia. Em troca, o país receberia, no prazo de um ano, 120 quilos de combustível para um reator de pesquisas médicas localizado na capital iraniana.
Após o anúncio do acordo, no entanto, os Estados Unidos anunciaram que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia) concordaram com um esboço de resolução contendo novas sanções à República Islâmica, por seu programa nuclear.
Os EUA disseram que o Irã apenas assinou o acordo para evitar as sanções e ressaltaram que as sanções só seriam canceladas se o país provasse os fins pacíficos de seu programa nuclear e interrompesse de vez o enriquecimento de urânio a 20%.
No mesmo dia, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, confirmou o apoio russo ao projeto de resolução, em conversa por telefone com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.