O primeiro-ministro disse saber dos "enormes desafios" para superar as divisões e afirmou que acredita que um plano de reconciliação de cinco pontos será a saída. "O plano é baseado nos princípios de participação, democracia e justiça", disse ele. A ideia inclui reformas econômica e de comunicações para tentar reduzir as divisões sociais e econômicas existentes na sociedade tailandesa.
Os manifestantes são em sua maioria camponeses pobres, seguidores do ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto por militares em 2006. Eles acusam Abshisit, eleito indiretamente com apoio das Forças Armadas, de não ter legitimidade para governar.
Condenado por corrupção, o bilionário Thaksin vive fora do país. Por telefone de um local não revelado, ele disse à agência de notícias Reuters que a repressão militar aos manifestantes pode desencadear uma guerra de guerrilhas. "Há uma teoria que diz que uma repressão militar pode disseminar o ressentimento, e que essas pessoas ressentidas se tornam guerrilheiras", afirmou.