O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) ficou em 0,63% em maio, acima do 0,48% registrado em abril. O índice, que é uma prévia da inflação oficial (usada pelo Banco Central para controlar a meta de inflação), refletiu a malta nos preços dos produtos farmacêuticos e da energia elétrica, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os preços dos alimentos (de 1,71% para 1%), apesar da desaceleração neste mês em relação a abril, continuam a pressionar. Os destaques foram os itens: feijão carioca (de 30,10% para 31,75%), leite pasteurizado (de 9,63% para 4,24%), refeição fora de casa (de 0,75% para 0,95%) e carnes (de 1,24% para 1,61%). No ano, os preços nessa categoria acumulam alta de 5,84%.
Já os preços do tomate tiveram redução acentuada (de 36,81% para - 11,08%) assim como as frutas (de - 0,92% para - 2,59%) e os pescados (de 2,62% para - 3,79%).
No último dia 7, o IBGE divulgou o IPCA referente a abril, que ficou em 0,57%, acima do 0,52% de março. Os preços de remédios, o fim do desconto no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e o aumento da oferta de artigos de vestuário puxaram o indicador para cima no mês passado.
Os preços dos alimentos subiram 1,45%, um aumento expressivo, embora menor que o verificado em março, de 1,55%. No ano, no entanto, já acumulam 5,19% de alta.
Na segunda-feira (17), o Banco Central divulgou o boletim Focus, elaborado a partir de consultas a analistas e economistas. No documento, o mercado prevê um IPCA em 5,54% neste ano, acima dos 5,50% da previsão anterior.
No último dia 6, o BC divulgou a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada em 28 de abril; no documento, o banco disse que o risco de uma eventual disparada de preços no país neste ano exigiu uma ação “incisiva” sobre a taxa básica de juros - a Selic -, que subiu para 9,5%, a primeira elevação em um ano e sete meses. A previsão do mercado ainda não se alterou e ficou em 11,75% no fim deste ano.