Um estudo realizado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, apontou uma ligação entre o uso de Viagra, usado para tratar disfunção erétil, e perdas na audição.
O pesquisador Gerald McGwin analisou pacientes que tomam remédios inibidores da enzima PDE-5 (fosfodiesterase tipo 5), como é o caso do próprio Viagra e concorrentes como Cialis, e descobriu que esses homens têm o dobro de chances de apresentar problemas de audição do que os que não usam esses produtos.
Em 2007, após estudos que ligavam os inibidores de PDE-5 a esse tipo de problema, o FDA determinou que fossem feitas mudanças nas caixas desses produtos para que o aviso sobre o assunto ficasse mais claro. McGwin reconhece que sua pesquisa tem "limitações", como o número de pessoas estudadas ou a influência de fatores pré-existentes na população, mas diz que o trabalho serve de alerta para que organizações como o FDA (agência americana que regula alimentos e medicamentos) mantenham o monitoramento desse tipo de medicamento.
– Os resultados mostram que os alertas feitos pelo governo sobre a perda de audição em razão do uso de PDE-5i são justificáveis. Apesar das limitações desse estudo, é prudente que os pacientes que usem essa medicação sejam alertados sobre os sinais e sintomas de problemas auditivos e sejam estimulados a procurar atendimento médico rapidamente para conter possíveis danos.
De acordo com o pesquisador, ainda não se tem certeza sobre as causas da ligação entre problemas auditivos e o Viagra.
– Os medicamentos inibidores da PDE-5 funcionam em pacientes com disfunção erétil em razão de sua capacidade de aumentar o fluxo sanguíneo em certos tipos de tecidos. Esses remédios devem ter um efeito similar sobre o ouvido, onde o aumento do fluxo de sangue pode causar danos e provocar perda de audição.
O estudo analisou 11,5 mil homens com mais de 40 anos.