A Tailândia ampliou nesta quinta-feira (13) o estado de emergência, inicialmente decretado apenas em Bancoc, capital do país, para outras 15 Províncias, com o objetivo de facilitar o controle dos manifestantes antigovernamentais, informou uma fonte dos serviços de segurança.
A medida acontece em um momento de aprofundamento da crise política no país. Nesta quinta-feira, um manifestante morto com um tiro na cabeça e outros dois ficaram levemente feridos em confrontos com as forças do governo.
Mais cedo, general Khattiya Sawatdiphol, conhecido como Seh Daeng, líder dos chamados camisas vermelhas, foi atingido com um tiro e hospitalizado em estado grave.
O militar, muito popular entre os manifestantes e encarregado de fato das operações no bairro ocupado pelos camisas vermelhas, levou um tiro no peito, segundo uma enfermeira do centro Hua Chiew, onde foi internado.
Também nesta quinta-feira, o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, anunciou que vai cancelar as eleições antecipadas e enviar blindados para isolar o bairro de Bancoc onde os camisas vermelhas permanecem entrincheirados.
Mais de dez dias após o anúncio de convocação de eleições, o plano para o fim da crise proposto pelo primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, parece cada vez mais impraticável, apesar do apoio das principais personalidades políticas do país.