Fora do processo eleitoral, mas com grande popularidade, de acordo com pesquisas de opinião (não oficiais), o prefeito de Maceió, Cicero Almeida (PP), passou a ser o objeto de desejo dos atuais três pré-candidatos ao governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), que conta pelo menos até hoje com seu apoio formal, Fernando Collor (PTB) e Teotonio Vilela (PSDB).
Para Ronaldo o apoio de Almeida já é uma realidade. O prefeito disse, em algumas entrevistas, que apoiará Lessa. Um dos entraves, pelo menos até agora, é que Almeida não pode, sequer, subir no palanque de Ronaldo, já que seu partido, o PP, está na composição de Teotonio Vilela.
Para piorar ainda mais a situação, o ‘maior padrinho político’ do prefeito, o deputado João Lyra (PTB), faz parte do partido de Collor e está sendo pressionado a ajudar a pavimentar o caminho de Almeida para o grupo colorido.
Fernando Collor
Além de João Lyra, Fernando Collor tem as verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a liberação de recursos para uma rodovia e outras obras e argumentos que busca apresentar para Almeida como estratégia de sedução.
Pesa contra o ex-presidente o fato de o prefeito ‘achar’ que levou uma “rasteira dele”, que lançou Lessa e depois mandou avisar que era candidato. “Esta rasteira que o Lessa levou estava sendo preparada para mim”, disse Almeida, em uma declaração para a imprensa.
Teotonio Vilela
Desde o fim do ano passado que o governador Teotonio Vilela luta para levar Cicero Almeida às hostes governistas. Primeiro foi a entrada do PP na chapa da situação, fazendo com que o único lugar no qual Almeida possa aparecer na TV durante o horário político seja ao lado do governador.
Depois foi a garantia da indicação do vice-governador, no caso o ex-secretário Mozart Amaral, do PP, deixando um cenário favorável para Almeida, já que Vilela não é candidato na próxima eleição e Almeida teria um integrante dentro do governo para lhe ajudar no pleito de 2014.
O problema na chapa de Teotonio, para Almeida, é que ele seria oposição a João Lyra, seu padrinho político e não estaria no palanque de Dilma, sua candidata a presidente.
Com todas essas alternativas esta semana será decisiva para Almeida. Ele pode manter seu apoio formal a Lessa ou migrar para o lado de Collor ou de Teotonio, ou mesmo se manter neutro no processo, como já adiantou em outra declaração pública que fez antes da especulação da pré-candidatura do ex-presidente.
“Com qualquer mudança no quadro, eu participarei deste processo apenas como eleitor e deixarei que o povo decida”, desabafou Almeida.
Lessa, Teotonio e Collor travam batalha para ter apoio de Cicero Almeida
10/05/2010, 02:55 - Política
Por Redação

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