Uma audiência pública marcará o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, presidida pelo deputado Fábio Faria (PMN/RN). O evento será hoje, quarta-feira (5), às 14h30, no Plenário 4 da Câmara dos Deputados.
Entre os palestrantes convidados estão: o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão; Gabrielle Bocchese da Cunha, médica pediatra e neonatologista, pesquisadora dos efeitos do uso do Crack em filhos de usuárias no Rio Grande do Sul (RS); Pablo Roig, médico psiquiatra, especialista em tratamentos com dependentes químicos no Estado de São Paulo; e Tonet Camargo, vice-Presidente do Grupo RBS que realiza a campanha "Crack, Nem Pensar" no RS.
A Frente foi instalada com apoio de mais de 280 deputados e senadores e, segundo Fábio Faria, o objetivo é discutir e apoiar propostas emergenciais que impeçam o crescimento do uso do crack no Brasil.
O deputado Francisco Tenório (PMN/AL), um dos membros fundadores da Frente, fala que é importante discutir o uso das drogas no Brasil, principalmente o crack, pois causa rápida dependência e devido ao baixo preço tem uma maior disseminação entre a população, se alastrando de forma rápida. Segundo o deputado, é necessário encontrar meios de combater o tráfico e instituir formas de tratamento para usuário.
A Comissão Executiva ainda é composta pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN) e pelos deputados Sandes Júnior (PT/GO), Eduardo da Fonte (PT/PE) e Sérgio Petecão (PMN/AC). Serão criadas coordenações regionais para abranger todos os estados brasileiros. Os nomes dos coordenadores serão definidos na próxima reunião deliberativa, mas diversos parlamentares já demonstraram interesse em participar.
EFEITOS
O crack, antes de ser uma droga, era um resíduo industrial, subproduto da fabricação da cocaína: uma borra repleta de amônia e ácido sulfúrico. Para aproveitar esse lixo, os traficantes tiveram a ideia de adicionar algum combustível que lhe permitisse ser fumado: querosene, gasolina ou solvente. Para aumentar a lucratividade, misturam o crack com a cal virgem.
A fumaça desse lixo é altamente tóxica, mas, ao mesmo tempo em que corrói os pulmões, causa uma euforia de alguns segundos – e vicia imediatamente. Em poucas semanas, os usuários agem como zumbis caminhando para o túmulo, desprovidos de saúde física e mental, obcecados apenas em conseguir mais doses do veneno.