Mesmo sem esconder o constrangimento, o senador Fernando Collor foi poupado pela maioria dos dirigentes partidários presentes na primeira reunião do grupo após o anúncio que o ex-presidente seria candidato ao governo, mas com a outra chapa que disputa o governo do Estado a história foi bem diferente.
Joaquim Brito,presidente estadual do PT,praticamente não citou o nome do ex-presidente Collor mas atacou veementemente o atual governador Teotônio Vilela dizendo inclusive que ele tinha “diarréia” só de pensar em um debate com o grupo de oposição.
Já Eduardo Bomfim, presidente do PC do B, chegou a dizer que o grupo de Ronaldo e o de Collor poderiam estar juntos no segundo turno, deixando claro que todos aguardam uma posição definitiva sobre o posicionamento de Collor.
Ele disse ainda que o PSB, de Kátia Born e Givaldo Carimbão não poderiam ficar com Téo Vilela já que o partido era aliado de Dilma em nível nacional.
Mauricio Quintella ainda ensaiou uma crítica e chegou a dizer que o grupo fica mais forte com a saída de Collor.
"Agora as coisas ficam bem claras para a população” disse ele, mas logo depois ele refez a declaração dizendo que é óbvio que Collor fazia falta.
O momento pitoresco se deu com a participação da dirigente do PV, Sandra Menezes, ela chegou um pouco depois ao encontro e em sua fala se virou para todos e perguntou. “Espera aí, o Collor é mesmo candidato?”
Foi aí que Ronaldo respondeu a ela “Olha Sandra o Collor me avisou, quis uma reunião comigo com urgência, depois foi atéo Gabinete do Renan e disse que era candidato e logo após avisou o Cicero Almeida e o João Lyra, então para mim não existe dúvidas não é”... ninguém retrucou.
