O fazendeiro Wang Yonglai invadiu nesta sexta-feira um jardim de infância na cidade de Weifang, no leste da China, e feriu cinco crianças a marteladas, no terceiro ataque do tipo em apenas três dias. Wang incendiou a escola e se matou, colocando fogo em si mesmo, segundo a imprensa chinesa.

Wang usou uma motocicleta para quebrar o portão da Escola Primária Shangzhuang. Ele atingiu ainda um professor que tentou impedir o violento ataque, informa a agência de notícias Xinhua.

Após ferir ao menos cinco crianças com o martelo, ele agarrou outras duas, antes de colocar gasolina em seu corpo e se incendiar. Os professores conseguiram resgatar as crianças, mas Wang morreu.

Nenhum dos feridos corre risco de morte, segundo a Xinhua.

O ataque foi confirmado pelo Departamento de Segurança Pública de Weifang e, como nos casos anteriores, não se sabe ainda o motivo do ataque.

A maioria dos ataques recentes a escolas foi realiza por pessoas com rixas pessoais contra alunos ou funcionários ou pessoas com distúrbios mentais --visto como um problema crescente na China, diante do sentimento de injustiça social e alienação.

Nesta sexta-feira, o governo emitiu uma diretiva de urgência para que as escolas aumentem a segurança.

O comunicado do Ministério da Educação pede a escolas e os departamentos locais de Educação que "aumentem a segurança nas escolas para garantir a segurança dos alunos e professores", em especial nas escolas primárias e secundárias.

O texto pede ainda "ações concretas", incluindo registrar todos os visitantes e evitar entrada de pessoas não identificadas.

Nesta quinta-feira, um caso semelhante foi registrado na cidade de Taixing, oeste da China, quando um Xu Yuyuan, 47, desempregado, feriu 28 crianças e três adultos em um jardim de infância. Cinco estudantes foram levados para o hospital em estado grave.

Na quarta-feira (28), um professor feriu 16 alunos e um professor a facadas em uma escola na Província de Cantão (sul da China).

Também na quarta-feira, foi executado na Província de Fujian (sudeste) o cirurgião Zheng Minsheng, que no último dia 23 de março esfaqueou 13 crianças na porta de uma escola, matando oito deles.