O senador Robert Acevedo, que sofreu um atentado na noite desta segunda-feira (27), cobrou ação do Estado e disse que deixar a cidade de Pedro Juan Caballero é uma questão de sobrevivência, de acordo com o jornal paraguaio ABC Color.
As declarações foram veiculadas pela radio 780 AM, que o parlamentar negou que seja sua. Ele afirmou que o veículo pertence à sua família.
- Se eu quiser continuar vivo, tenho de deixar esta cidade. Aqui vão continuar com este tipo de coisas. É pouco para poder enfrentá-los, estamos parecendo a Cidade do México. Necessitamos que o Estado funcione.
A polícia do Paraguai prendeu dois brasileiros suspeitos do atentado contra o senador. As autoridades disseram à imprensa local que os detidos seriam membros da facção criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital).
O carro em que Acevedo estava foi atingido por diversos tiros na cidade, que fica perto da fronteira com o Brasil, em um dos cinco Departamentos que desde o último sábado (24) estão em estado de exceção no Paraguai.
No entanto, a polícia desvinculou a razão do estado exceção – que é caçar membros do grupo EPP – do ataque.