A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) informou nesta segunda-feira (26) que vai instaurar uma sindicância administrativa para apurar os responsáveis pelo jornal “O Parasita”, feito por estudantes da faculdade. Na edição de março/abril, o jornal incitou estudantes a agredir gays em troca de convites para uma festa.

De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, a abertura da sindicância é orientada pela consultoria jurídica da USP. Além disso, a faculdade ressaltou em nota que “não apóia o artigo publicado recentemente pelo jornal ‘O Parasita’ e desconhece seus autores.”

Também nesta segunda, representantes de entidades estudantis da USP pretendem se reunir para decidir quais medidas serão tomadas em relação ao jornal. Devem participar da reunião o Diretório Central de Estudantes (DCE) da USP, o Centro Acadêmico da faculdade e a Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica da USP – responsável por organizar a festa brega, a qual eram oferecidos convides em troca da agressão.

“Essa reunião será fechada entre a diretoria desses órgãos estudantis para decidir quais medidas serão tomadas em relação ao jornal. Repudiamos o que ocorreu, nenhum desses órgãos tem qualquer vinculo com o periódico”, afirmou Guilherme Loverbeck, de 20 anos, segundo anista do curso de farmácia, representante da atlética.

Ainda segundo ele, as entidades estudam uma maneira de pedir desculpas aos estudantes da faculdade. “Apesar de não sermos responsáveis pelo jornal, queremos discutir uma maneira de pedir desculpas aos alunos. Não vamos delegar punições aos responsáveis. Isso caberá a faculdade e à polícia”, disse o estudante.

Investigação
Após a repercussão do assunto, o jornal “O Parasita” pediu desculpas pela internet no domingo (25) e classificou o texto como “exagero cometido na última edição”. O novo texto diz que o jornal é feito de humor, e pede ainda desculpas aos alunos da faculdade.