Na sessão do Senado Federal desta terça-feira (20), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia Magno Malta (PR-ES) relatou para os demais senadores que estavam presentes no plenário todas as situações ocorridas em Arapiraca, durante a presença da CPI na cidade.

Durante o discurso na tribuna, Malta afirmou que não só "prende padres da Igreja Católica, mas também já prendeu lideres evangélicos da Igreja Batista".

Segundo o parlamentar, além da investigação de pedofilia ainda existe a denúncia de que existe um vídeo longo que apresenta conteúdos comprometedores. “Estou investigando este vídeo que estava em poder do padre Edílson, que relata até algumas ameaças de mortes. Então vou encaminhar o vídeo para o perito Molina para obter mais detalhes desta gravação”, disse.

O parlamentar ainda criticou a ação do ex-advogado do Monsenhor Luiz, Daniel Fernandes, que ameaçou por algumas vezes os coroinhas, alegando que estava com mandado de prisão contra os jovens.

Em meio às acusações que já foram divulgadas, o senador também falou sobre o consumo de bebidas alcóolicas pelo Monsenhor.  “Ele tinha que ser contra o uso de álcool, mas ele fazia justamente o contrário. Ele usava algumas doses de uísque para colocar no pênis dos garotos dentro e, em seguida, fazer o sexo oral”, acrescentou o parlamentar.

“Se o monsenhor Raimundo fosse uma pessoa inteligente, ele também solicitava a delação premiada porque a situação dele é o ‘fim do mundo’ e nós vamos agir com muita tranqüilidade”, emendou.

"Mata-leão"

Malta disse se conseguisse fazer o que monsenhor fez, durante as relações sexuais que teve com os ex-corinhas, sua esposa seria uma mulher realizada, pois ele não estava tão bem fisicamente quanto o religioso. "Ele deu um 'mata-leão' no garoto que nem lutador de jiu-jitsu consegue", ironizou.

O senador não concorda com a punição dada pela Igreja. “O religioso apronta um ato desse e a Igreja apenas transfere ele para outra paróquia, ou até mesmo para o exterior", obsevou Malta.

Na parte final do seu discurso, o senador solicitou a presença do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para acompanhar o depoimento do advogado do padre Edílson, em Brasília. “Quero que Ophir Cavalcante esteja presente para acompanhar de perto a bagunça que esse advogado fez em Arapiraca. Quero a presença dele aqui porque sempre somos criticados em algumas situações aqui no senado”, finalizou.