O número de mortos no terremoto de 7,1 graus na escala Richter que atingiu a Província de Qinghai, no noroeste da da China, na última quarta-feira (14), chegou a 1.944, anunciou nesta segunda-feira (19) a agência oficial Xinhua.

O balanço divulgado no início do dia inclui ainda 216 desaparecidos e 12.315 feridos, 1.134 em estado grave.

Os número anteriores do tremor que afetou principalmente o município de Yushu registravam 1.706 mortos, 256 desaparecidos e quase 12 mil feridos.

Nesta segunda-feira, a busca por sobreviventes prossegue e a ajuda começou a chegar em maior quantidade à região afastada e habitada majoritariamente por membros da etnia tibetana.

Neste domingo (18), o presidente Hu Jintao chegou ao aeroporto de Batang, en Yushu, e se dirigiu diretamente à aldeia de Zhaxi Datong, onde inspecionou a situação e consolou as vítimas.

No último sábado (17), monges budistas incineraram centenas de corpos para evitar a propagação de epidemias. Os cadáveres de homens, mulheres e crianças foram levados em caminhões até o local da incineração, em Jiegu, próximo ao epicentro do sismo, e alinhados em uma faixa de 150 metros, sobre leitos de madeira.


Para as autoridades, a maior preocupação é sanitária, pois há o risco de propagação de doenças com a presença de corpos em decomposição.

A infraestrutura de Jiegu, principal cidade da região, ficou quase toda destruída. A rede de água potável está inoperante, segundo Xia Xueping, porta-voz dos socorristas.