Lágrimas, tensão, emoção e até um confronto entre dois padres marcaram a manhã deste domingo na CPI da Pedofilia, que acontece em Arapiraca. O depoimento do monsenhor Raimundo Gomes tomou toda a manhã e causou revolta entre os presentes ao Fórum de Arapiraca.

Negando qualquer envolvimento com os menores e mantendo o discurso de que tudo que estava acontecendo era uma retaliação da Carmelita, o discurso do monsenhor Raimundo começou a ruir quando o senador Magno Malta chamou o ex-coroinha Anderson, que confirmou, na frente do padre, que era molestado desde os 12 anos de idade.

Diante da negativa do Monsenhor Raimundo o senador chamou a mãe de Anderson, que confirmou o pedido do padre para que seu filho, então uma criança, dormisse na sua casa.

Ela se emocionou e fez com que o senador Magno Malta chamasse o padre Edilson, que havia confirmado ontem as acusações de que ele, o monsenhor Raimundo, o monsenhor Luiz Marques e o padre Enaldo Motta mantinham relações sexuais com os coroinhas.

O padre Edilson confirmou todas as acusações diante do monsenhor Raimundo, que se irritou e o chamou de aloprado. O senador Magno Malta pediu a palavra e se emocionou em uma intervenção, na qual dizia que era importante que o monsenhor Raimundo falasse a verdade.

“Olhe o que foi feito com estas crianças. Eu sou pai e é preciso que a gente acabe com isso. Diga a verdade, monsenhor Raimundo. Tente reparar o mal que você fez. Se você for inocente, nós iremos lhe ajudar, mas fale a verdade”, disse o senador, que logo depois chorou, levando a platéia também às lágrimas.

O monsenhor Raimundo também se emocionou e chorando. Ele pediu dez minutos para conversar com sua advogada para decidir o que vai fazer.