Auditores do Ministério do Trabalho (MT) começaram ontem à tarde a acertar os salários atrasados, levantar os valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e preparar as rescisões com os metalúrgicos, entre eles um grupo grande de alagoanos, que tomaram calote da empreiteira contratada pela Cosan para uma obra de montagem de estrutura em uma das usinas de sua propriedade na cidade de Jaú, interior de São Paulo.

Os trabalhadores dependem do acerto para voltar às cidades de origem. A empreiteira, acionada pela Cosan, autorizou que um saldo devido à ela fosse usado para acertar os pagamentos.

Os alagoanos passaram por necessidades básicas como alimentação e moradia. Todos eles foram recrutados pela empreiteira que se identificou no município com o nome de Gedal, contratada pela Cosan para uma obra de montagem de estrutura em uma das usinas de sua propriedade. Contudo, o empreiteiro responsável pelas contratações desapareceu e os metalúrgicos ficaram sem pagamento.

Segundo o gerente da regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Bauru, José Eduardo Rubo, a ação fiscal coordenada pelo órgão ainda não foi finalizada. A empresa Cosan conseguiu contato com a terceirizada que autorizou o pagamento dos salários atrasados desse pessoal.

O gerente explica que, apesar da disposição em contribuir com a regularização da situação dos trabalhadores, a Cosan poderá ser intimada a assumir, junto com a terceirizada, a responsabilidade pelas rescisões contratuais. De acordo com ele, o número de funcionários prejudicados pelos atrasos no pagamento pode chegar a 150. Além de alagoanos, baianos e moradores de cidades próximas a Jaú fazem parte do grupo.

“O sindicato, segundo consta, vai entrar com uma ação na justiça para fazer a rescisão contratual. Os dois auditores estão fazendo o levantamento do débito do FGTS para que esses valores entrem também em negociação”, revela.

Anteontem, o sindicato da categoria já estava providenciando o acerto dos salários referentes ao mês de março. Em nota, a Cosan afirmou que não possuía responsabilidade legal ou jurídica em relação ao caso. O Ministério do Trabalho contesta a informação e afirmou que, em casos como este, a responsabilidade das empresas contratante e contratada é solidária.