Começou às 10h, no Fórum Estadual de Justiça de Arapiraca, o trabalho da CPI da Pedofilia, que ouvirá durante três dias, o depoimento de 25 pessoas, entre vítimas e acusados, envolvidos nos escândalos dos Padres de Arapiraca.
Os trabalhos foram iniciados com a presença do senador Magno Malta (PR-ES), que é presidente da CPI. O senador Demóstenes Torres, só deve chegar a Alagoas na tarde de hoje. Participam da mesa as delegadas Bárbara Arraes e Maria Angelita, o promotor Hamilton Neto, os juízes Rômulo Vasconcelos e Giovane Jatobá e o deputado Antônio Chamariz.
A reportagem do CadaMinuto conversou com o senador Magno Malta, que falou da importância da CPI e das conquistas que a comissão vem alcançando em todo o país. O senador e presidente da CPI salientou que está aqui pra saber o que realmente aconteceu. “Não estou aqui para investigar a Igreja Católica, mas sim os padres. Queria elogiar a postura do Papa Bento XVI que se pronunciou favorável a investigação, mas pedófilo será sempre pedófilo, seja ele padre ou não”, disse.
Após a abertura dos trabalhos, os membros da comissão começaram as oitivas com as delegadas responsáveis pelas investigações. E essa é a única parte da CPI que não é aberta ao publico porque corre em segredo de justiça.
A partir das 14horas volta a ser aberta ao público e serão ouvidos pela comissão uma testemunha de nome Maria Aparecida, um menor de idade e os ex-coroinhas que denunciaram os abusos: Fabiano e Flávio.
Os padres só deverão ser ouvidos no domingo. A CPI convocou para prestar depoimento o bispo da Arquidiocese da Penedo, Dom Valério Brêda.


