Um terremoto de 7,1 graus na escala Richter abalou nesta quarta-feira (14) a província de Qinghai, no noroeste da China, segundo a Administração Chinesa de Terremotos, e de acordo com autoridades locais o tremor matou 67 e feriu um número incerto de pessoas até o momento.
As primeiras informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicavam que o terremoto seria de 6,9 graus na escala Richter e o epicentro do tremor seria a 94 km de Qamdo, no Tibete, a uma profundidade de 33 km, mas o relatório mais recente aponta para o epicentro do tremor situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km.
O USGS informou ainda que ocorreram dois tremores secundários, de 5,3 e 5,2 graus, na meia hora posterior ao terremoto principal. As autoridades chinesas confirmaram o abalo, que ocorreu às 07h49 local (20h49 de terça-feira em Brasília). Funcionários de Qinghai, citados pela agência Nova China, informaram que algumas casas desabaram na região do epicentro, no distrito de Yushu.
A agência de notícias Xinhua informa que mais de 85% das casas em Jiegu, cidade que fica em uma área próxima ao epicentro do tremor, desabaram. O pânico teria tomado conta das ruas, com muitos feridos, a maioria na cabeça, e outros soterrados, disse uma fonte da prefeitura de Yushu. A falta de infraestrutura para o atendimento às vítimas também é uma dificuldade que vem sendo enfrentada pelas autoridades chinesas.
Soldados e equipes de resgate já foram mandados para ajudar nos salvamentos, mas a falta de escavadeiras e outros equipamentos básicos devem atrasar os trabalhos, que estão sendo feitos de forma lenta, apenas com força humana.
Estima-se que Jiegu, localidade com cerca de cem mil habitantes, possa ter o maior número de baixas. Além de destruir imóveis e ferir muitas pessoas, o terremoto ainda levou a uma perda das comunicações com a região de Qinghai, com danos também as rodovias que levam ao aeroporto local. Não se sabe ainda se a principal ferrovia da região, a Qinghai-Tibete, foi afetada.
As investigações sobre as causas do tremor e o tamanho das perdas já estão em andamento, disse uma fonte do setor de emergência de Qinghai.
Qinghai é habitada principalmente por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, e foi uma das zonas afetadas pelo terremoto que em maio de 2008 sacudiu o norte da vizinha província de Sichuan, deixando cerca de 90 mil mortos e desaparecidos.
O oeste da China, com grandes cadeias montanhosas como o Himalaia, é zona de frequentes terremotos, embora muitos deles aconteçam em áreas pouco povoadas ou desabitadas.