O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse nesta sexta-feira (9) em Brasília que Brasil e Chile estão unidos na adversidade e que espera "que essa unidade se projete rumo ao futuro".

Piñera disse estar solidário com a dor dos brasileiros que sofreram com os problemas em decorrência da chuva no Rio de Janeiro, que já causou a morte de mais de 190 pessoas e deixou milhares de desabrigados.

Na sua primeira visita oficial ao exterior depois de empossado, o presidente chileno agradeceu o apoio e a ajuda do governo brasileiro às vítimas do terremoto que ocorreu em fevereiro passado e deixou quase 500 mortos no país vizinho.

“Quero agradecer a solidariedade e a ajuda que o governo brasileiro entregaram ao meu país”, disse Piñera, em cerimônia no Palácio do Itamaraty em Brasília.

Ontem (8), em visita a São Paulo, Piñera articulou com empresários brasileiros a participação no processo de reconstrução das áreas afetadas por terremoto e maremoto no Chile.

Para reforçar a intenção de ajudar financeiramente o país, que precisará reconstruir vários municípios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) “estará à disposição” para financiar investimentos por lá.

Lula ressaltou a pretensão de aumentar e fortalecer as relações comerciais entre os dois países. “Confiamos no potencial de um comércio que passou de US$ 3 bilhões, em 2003, para quase US$ 10 bilhões em 2008”, destacou em seu discurso.

O presidente do Chile também encontrou-se, a portas fechadas, com a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, na sede da Embaixada do Chile, nesta sexta-feira (9). O encontro teve início às 10h50 e durou cerca de 30 minutos, mas as duas assessorias não informaram sobre o que Piñera e Dilma conversaram.

Ontem, Piñera se encontrou com o pré-candidato pelo PSDB, José Serra, na sede do governo paulista. Hoje, Piñera esteve também com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

Piñera é o primeiro presidente de centro-direita eleito no Chile desde o fim do período da ditadura militar, quando o país foi comandado pelo general Augusto Pinochet (1973-1990). Desde então, foram duas décadas de governos de centro-esquerda, entre eles, o da antecessora de Piñera, Michelle Bachelet.