O governo da Tailândia decretou estado de emergência na capital do país, Bancoc, e nas Províncias vizinhas depois da invasão do Parlamento por milhares de manifestantes, anunciou nesta quarta-feira (7) o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, na televisão.
Cerca de 5.000 camisas vermelhas, seguidores do exilado ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, invadiram o Parlamento, exigindo a realização de eleições antecipadas. Vários altos funcionários do governo foram retirados do local de helicóptero, e os manifestantes abandonaram o local pouco depois.
Nesta terça-feira (6), dois policiais ficaram feridos na explosão de uma granada na sede do Partido Democrata, do primeiro-ministro Vejjajiva, em Bancoc. Ao mesmo tempo, milhares de opositores tomaram várias avenidas da capital tailandesa.
Desde 14 de março, os camisas vermelhas pedem a antecipação das eleições e a renúncia de Vejjajiva. No último sábado (3), quase 60.000 manifestantes participaram de uma passeata pelas ruas de Bangcoc.
Os opositores, com o apoio dos camponeses do norte da Tailândia, reduto de Shinawatra, realizam há 20 dias pequenas concentrações durante a semana e grandes protestos aos sábados e domingos. Os manifestantes exigem o restabelecimento da ordem constitucional em vigor antes do golpe de Estado militar de 2006 contra Shinawatra.
O atual governo, no entanto, é abertamente contrário ao ex-primeiro-ministro, que é acusado de especulação e nepotismo, além de ser considerado uma ameaça à monarquia. Shinawatra vive exilado desde 2008 para evitar penas de prisão por fraude financeira. O ex-premiê conversa com os seguidores todas as noites por videoconferência.