Rebeldes maoístas mataram nesta terça-feira pelo menos 70 membros das forças de segurança em uma emboscada na região de Bastar, no estado de Chattisgarh, na região central da Índia, informou o governo local.
Este é um dos ataques mais violentos dos "terroristas vermelhos" contra as forças de segurança.
As forças de segurança recuperaram, até o momento, os corpos de 73 agentes e socorreram oito feridos, disse à agência indiana "PTI" o porta-voz policial R.K. Vij, que atribuiu o ataque a um grupo composto por até mil guerrilheiros maoístas.
O ataque, que foi realizado na zona de floresta de Bastar, no estado centro-oriental de Chhattisgarh, parece ter sido meticulosamente pl
anejado, segundo o diretor-geral da Polícia do estado, Vishwa Ranjan.
Ranjan disse à agência indiana "Ians" que os guerrilheiros explodiram um veículo e provocaram várias explosões antes de abrir fogo contra uma centena de membros de uma unidade da Força da Reserva Central da Polícia (CRPF).
As autoridades indianas ordenaram o envio de um amplo contingente de policiais regionais no local. Também foi enviado um helicóptero para transferência dos agentes feridos aos hospitais.
A patrulha policial voltava do trabalho de abertura de caminhos na floresta de Mukrana, uma região de forte presença insurgente, quando aconteceu o ataque, entre as 6h e 7h locais (entre 21h30 e 22h30 em Brasília).
Vij afirmou que a unidade atacada era composta por cerca de 80 homens, mas outra fonte citada pela "Ians" afirmou que a patrulha tinha 120 membros, e 700 maoístas participaram da ação.
A área de Bastar compreende cinco distritos em uns 40 mil quilômetros quadrados e é um dos eixos das atividades da guerrilha maoísta, que, para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, é a ameaça interna mais grave do país.