Miguel Falabella, 53 anos, é um apaixonado por tudo o que faz. Atualmente, está em cartaz com o musical ‘A Gaiola das Loucas’, no Teatro Oi Casa Grande; dirige o seriado ‘A Vida Alheia’, que estreia dia 8, na Globo; e também prepara sua volta ao cinema com ‘Querido Mundo’, adaptação da peça dele e de Maria Carmem Barbosa, que terá direção de Bruno Barreto. Quando voltar a atuar na telinha, já tem um projeto: a série ‘Pé na Cova’. Com tantos afazeres, o ‘louro alto’ não se estressa: “Quando efetivamente se tem um foco e se gosta do que faz, que é o meu caso, e se é apaixonado pelas pessoas com quem trabalha, que sabem dizer o texto que você escreve e que vão botar a bola na rede, nada é problema”.

VIDA ALHEIA:

“A série não vilaniza a imprensa. Pelo contrário. Eles são os heróis. Me dou muito bem com os paparazzi. Trato mal quem me trata mal. Sei falar várias línguas e, se a pessoa me trata bem, também é bem tratada. É um seriado de aventura, afinal eles precisam conseguir a capa da revista toda semana”.

CELEBRIDADE:

“É oca, não tem estofo, não tem uma obra, não tem nada”.

ATOR, DIRETOR OU ESCRITOR:

“Como ator, faço comédia muito bem. Mas o que eu gostaria mesmo de fazer na vida é escrever. Não faço questão de fazer grandes papéis, acho uma chatice. Além disso, a vida é uma comédia”.

BAGUNCEIRO:

“Sou bagunceiro, disperso, mas tive que ter um desempenho e devo tudo ao Bill Gates, porque está tudo arquivado no computador. Não é como antigamente, que eu escrevia e colocava em umas pastinhas. Depois não conseguia encontrar nada.”

EX-FUMANTE:

“Estou sempre indo e vindo. Não tenho muita vergonha na cara. Mas não fiz nenhum tratamento. É uma questão de disciplina. Quando você sabe que vai chegar no palco de noite e pode dar um vexame, é preciso ter um cuidado consigo mesmo”.

NAMORANDO?

“Graças a Deus, e muito. Gente que não namora é amarga. Se possível, quero estar nas páginas amarelas...(risos)”.

ADOÇÃO:

“Não tenho tempo para os trâmites legais. E também a minha vida já é uma ONG. Eu ajudo todo mundo que me procura”.

HERANÇA:

“Tenho um monte de sobrinhos. Vou deixar tudo para eles”.

RICKY MARTIN ASSUMIU:

“Achei maravilhoso. Mas acho tão fora de moda esse negócio de questionar a sexualidade dos outros. O mundo está acabando... Não tenho a menor intenção de saber a opção sexual das pessoas, só das que quero comer. Se ele teve esse tipo de necessidade é um fato. Os preconceitos sempre vão existir, porque o ser humano é mesmo intolerante!”.

E VOCÊ?

“Não faria isso, porque o Brasil é muito despreparado. Somos aborígenes, ainda mais porque esse tipo de imprensa é de quinta categoria. E se você assume, passa a ser gay e deixa de ser tudo o que você realmente é”.