Menos consumidores arapiraquenses contraíram algum tipo de dívida no mês de março, em relação ao mês de fevereiro. A redução foi de 84,36% para 76,75%, o que representa queda de 7,61%. Em relação a março do ano passado houve alta de 12,33% (64,21%). Esses dados são da pesquisa Taxas de Endividamento do Consumidor de Arapiraca, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL), em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
No ano de 2010 e nos últimos 12 meses, a taxa de consumidores endividados alcançou respectivamente a média de 80,35% e 76,51%.
De acordo com a pesquisa, entre os consumidores com rendimento até cinco salários mínimos, 76,87% possuem algum tipo de dívida. Já entre os consumidores com rendimento entre cinco e dez salários mínimos, o nível de endividamento atinge 76,56%.
A análise segmentada por faixa etária mostra que, entre os consumidores com idade entre 25 e 34 anos, 90,08% estão endividados. Já para aqueles entre 18 e 24 anos, o percentual chega a 76,97%.
Na análise segmentada por sexo, observa-se que entre as mulheres, 78,35% estão endividadas contra 74,63% no grupo dos homens.
Com relação aos tipos de dívidas assumidas pelos consumidores na cidade de Arapiraca, a pesquisa mostra que 76,75% dos consumidores possuem algum tipo de dívida relacionadas a cartões de crédito, carnês de lojas, cheques pré-datados, empréstimo pessoal, compra de imóveis, prestação de carros e seguros.
Dívidas em atraso
Em março/2010, a parcela de consumidores com contas atrasadas alcançou 23,41% dos arapiraquenses, indicando queda de 10,33% em relação ao mês anterior e alta de 1,8% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Esta queda de 10,33% foi conseqüência da diminuição da parcela de consumidores acima de 35 anos, com rendimento entre cinco e dez salários mínimos que possui algum tipo de conta atrasada.
No ano de 2010 e nos últimos 12 meses, a taxa de consumidores com contas atrasadas alcançou respectivamente a média de 26,52% e 28,93%.
A análise segmentada por faixa de renda aponta que entre os consumidores com rendimento acima de dez salários mínimos, 45,46% possuem alguma dívida em atraso. Por outro lado, na segmentação por faixa etária, entre os consumidores com idade entre 25 e 34 anos, o percentual é de 29,58%.
Na análise segmentada por sexo, 23,55% das mulheres estão com contas em atraso contra 23,23% dos homens.
Renda
Em março/2010, a parcela da renda de consumidores com comprometimento com o pagamento de contas, alcançou 24,81%, com queda de 5,14% em relação ao mês anterior e alta de 4,76% quando comparado ao mesmo período do ano passado (20,05%). Esta queda de 5,14% foi mais relevante para os consumidores que ganham entre cinco e dez salários mínimos.
No ano de 2010 e nos últimos 12 meses, a taxa de comprometimento da renda dos consumidores alcançou respectivamente a média de 27,62% e 24,20%.
Na análise segmentada por faixa de renda, o comprometimento da renda dos consumidores com rendimentos até cinco salários mínimos é de 25,22%. Já por faixa etária o comprometimento da renda dos consumidores com idade entre 25 e 34 anos, chega a 31,77%.
Na análise segmentada por sexo, entre as mulheres a parcela de renda comprometida com o pagamento de contas alcançou 25,39% contra 24,44% dos homens.
Inadimplentes
A taxa de consumidores inadimplentes em potencial, ou seja, a parcela de consumidores que não terão condições financeiras de quitarem suas contas/dívidas no mês alcançou 4,25%, com queda de 1,09% em relação ao mês anterior e de 0,28%, quando comparado a março de 2009 (4,53%).
No ano de 2010 e nos últimos 12 meses, a parcela de consumidores inadimplentes em potencial alcançou respectivamente a média de 5,43% e 5,32%. Portanto, a parcela de consumidores que não terão condições de honrarem seus compromissos no mês atual (4,25%), encontra-se abaixo da média nacional, que corresponde a 6,5%.
Entre os consumidores inadimplentes em potencial destacam-se: por sexo, as mulheres (4,27%); por idade, acima de 35 anos (5,72%); por escolaridade, os que possuem o Ensino Fundamental (5,63%) e por renda familiar mensal, os que ganham acima de dez salários mínimos (15,82%).
