Será inaugurado nesta quarta-feira (17),às 20h, o CERVI – Centro de Reabilitação Visual do Estado de Alagoas. O Centro vai funcionar na rua Dr. Albino Magalhães nº 135, no Farol, em Maceió, e tem como objetivo principal a Habilitação e Reabilitação de deficientes visuais. O atendimento no CERVI será totalmente gratuito.

Para fazer o atendimento aos deficientes, o CERVI vai contar com equipe interdisciplinar composta de oftalmologistas, fisioterapeutas, psicólogos e assistente social, entre outros. O serviço faz parte das ações da Associação Brasileira de Prevenção a Cegueira e Reabilitação Visual, instituição sem fins lucrativos, sediada na capital alagoana.

O Centro não tem fins lucrativos e tem como alvo aquelas pessoas que nasceram cegas e que necessitam desenvolver desde cedo suas capacidades de mobilidade principalmente nas tarefas domésticas, não ficando assim limitadas a sua cegueira.

Nesta quarta e quinta-feira, 10 e 11 de março, os primeiros pacientes do CERVI participam de avaliações oftalmológicas e fisioterápicas. Dentre os serviços que serão oferecidos pelo centro de reabilitação estará a orientação e mobilidade,como também atividades da vida diária como simulação do cotidiano dos deficientes visuais.
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Programa 2020


Atualmente existem mais de 40 milhões de cegos no mundo e mais da metade destas cegueiras poderiam ser tratadas ou prevenidas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) adotou o ano de 2020 como meta para o combate da cegueira, denominando este objetivo como “Programa 2020: Pelo Direito à Visão”.

Com base nesses números, a OMS e a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB - International Agency for Prevention of Blindness) lançaram o “Programa 2020: Pelo Direito à Visão para eliminar a cegueira evitável do mundo até o ano de 2020.
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Cálculos apontam para a existência de 1,1 milhões de cegos no Brasil (0,6% da população estimada) e cerca de 4 milhões de deficientes visuais sérios. As duas principais causas de cegueira evitável ou curável na América Latina em geral e no Brasil em particular são: catarata e falta de óculos.

No Brasil são realizadas aproximadamente 280 mil cirurgias de catarata através do SUS e entre 80 mil e 100 mil através de convênios e médicos particulares. Especialistas afirmam que este número deveria ser, pelo menos, 50% maior para acompanhar o crescimento vegetativo da população alvo.