O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira (15) ter certeza de que separatistas bascos vivendo na Venezuela e acusados pela Espanha de fazerem parte do grupo rebelde armado ETA não estão envolvidos em atividades terroristas.
No dia 1º de março, o juiz da Suprema Corte espanhola Eloy Velasco emitiu mandatos de prisão para suspeitos membros do ETA que, segundo ele, tinham sido treinados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na Venezuela. Entre os suspeitos está um homem nascido na Espanha que trabalhou para o governo venezuelano.
Dezenas de membros do ETA foram deportados para a Venezuela a pedido do então primeiro-ministro espanhol Felipe González em 1989, após fracassadas negociações de paz. Alguns se naturalizaram venezuelanos e vivem no país sul-americano desde então.
Nesta segunda-feira, Chávez disse a jornalistas:
- Pessoas que pertenceram ao ETA chegaram aqui e agora são venezuelanos, eles se casaram aqui, eles têm filhos e netos, e temos certeza que eles não estão participando de qualquer atividade terrorista. Eles são cidadãos venezuelanos.O presidente socialista, que frequentemente é acusado de ajudar grupos rebeldes, como as Farc, disse que só tomaria qualquer medida contra os suspeitos se fossem apresentadas provas, não diante de "especulação e manipulação".
De acordo com o juiz espanhol Velasco, rebeldes do ETA receberem escolta do Exército venezuelano em 2007 para chegar a um local na selva onde receberam aulas de membros das Farc sobre como lidar com explosivos.
O ETA já matou mais de 850 pessoas em sua luta armada pela independência do País