Dois pacientes morreram no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio, durante o plantão de sábado, dia em que a unidade sofreu dois apagões em menos de cinco horas. O diretor do Albert Schweitzer, Dilson Pereira, declarou, por intermédio da assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Saúde, que não há nada de conclusivo que indique relação direta entre a falta de luz e as duas mortes. Segundo Pereira, os casos eram graves e uma das famílias já havia sido avisada do risco a que estava sujeito um dos pacientes.
A unidade continua funcionando com o abastecimento de um gerador cedido pela Light, depois que um problema na subestação de energia - que é de responsabilidade do hospital - causou o superaquecimento dos cabos elétricos que resultou nos apagões. Casos sem gravidade que necessitem de exames como tomografia estão sendo transferidos para outras unidades. De acordo com a secretaria, nos casos graves, o exame está sendo realizado.
Segundo as primeiras informações, um princípio de incêndio, à tarde, e a chuva que castigou o Rio durante a noite seria a causa de o Albert Schweitzer sem luz em duas ocasiões no sábado. Por volta das 14h, um curto-circuito no cabo do gerador teria provocado um princípio de incêndio e a queda da força. As chamas foram controladas, mas o hospital ficou sem luz até as 17h30m, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. A falta de luz que afetou a unidade no início da tarde só foi resolvida depois que geradores foram instalados na unidade. O segundo apagão ocorreu às 19h, e teria sido causado pela chuva, que deixou parte do bairro de Realengo às escuras. O fornecimento de energia foi restabelecido às 21h, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Saúde.
A secretaria informou que ainda não é possível prever se será necessário transferir pacientes para outras unidades. Por precaução, ambulâncias ficaram de prontidão em frente ao hospital e geradores ainda estão abastecendo a unidade.