Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Bahia estão na disputa pela implantação do ‘Complexo Nuclear do Nordeste’, avaliado em R$ 15 milhões e que irá gerar mais de mil empregos diretos. Os dois primeiros, Sergipe e Alagoas, estão entre os mais cotados para conquistarem o projeto. Estudos aprofundados sobre a melhor localização para a construção da usina nuclear, estão sendo feitos por uma equipe de técnicos, esses responsáveis pelo desenvolvimento de ações no complexo de Angra dos Reis no Rio de Janeiro.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Jorge Santana, uma comitiva diversificada formada pelo governador Marcelo Déda, embarcou com destino ao Rio de Janeiro, para uma visita à usina nuclear Angra 2, nesta sexta-feira, 05.

“A Eletronuclear que é a empresa que administra e cuida da construção de centrais nucleares no Brasil, nos convidou para realizar esta visita, até mesmo para desmistificar alguns preconceitos que ainda existem na sociedade. A coletiva que seguirá para Angra é ampla com cerca de 30 pessoas e formada por diversos setores do governo, representantes dos poderes constituídos, parlamentares e setores da imprensa”, revela.

“Além de Angra 2 também visitaremos as obras da usina de Angra 3. Uma oportunidade única de ver de perto o que significa uma central nuclear em operação, e também de conversar com o prefeito do município, que é um grande defensor da presença da usina e que irá nos mostrar os inúmeros benefícios que são agregados à cidade com a presença desta central”, destaca.

A localização do complexo em Sergipe será em Canindé do São Francisco, exatamente em Xingó, devido à água em abundância na região, “O fato de termos grande quantidade de água na região e também a presença da Hidrelétrica de Xingó, que facilita as linhas de transmissão que poderão ser utilizadas pelo novo complexo energético, as quais poderão reduzir significativamente os custos de implantação, faz com que Sergipe seja um forte candidato a vencer a disputa”, afirma.

Ainda de acordo com o secretário, a construção do complexo em Xingó não causará danos ambientais, “O que se sabe hoje é que a energia produzida por uma usina nuclear é uma das mais limpas existentes, tendo em vista que em todo o processo de produção não há emissão de gazes nocivos ao efeito estufa. Não há risco também de contaminação do manancial do qual se extrai a água para refrigeração do sistema. A única probabilidade de uma agressão à natureza, seria altamente remota, pois até mesmo ambientalistas se posicionam a favor, por ser uma das energias mais limpas que temos hoje”, ressalta.