Os Liberais Democratas, o terceiro partido do Reino Unido, acusaram nesta sexta-feira, 5, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de "traição de valores e princípios" por justificar a invasão do Iraque em seu comparecimento á comissão que investiga a guerra no país árabe.

"Hoje deve ser o dia que (Brown) mais temeu em muito tempo já que, durante anos, Gordon Brown nos fez crer que esta guerra não tinha nada a ver com ele, que era a guerra de Tony Blair", disse o líder dos Liberais Democratas, Nick Clegg.

Em uma conferência de sua sigla em Perth, na Escócia, o líder do segundo partido da oposição atacou também os "valores morais" do chefe do Executivo.

Brown afirmou que considerou "correto" que soldados britânicos tenham morrido ou ficado feridos no conflito iniciado em 2003, em seu depoimento na audiência sobre as investigações que levaram o país a apoiar o conflito iniciado em 2003 pelas forças dos EUA

Foi a decisão certa e ela foi tomada pelas razões certas", disse o premiê, acrescentando que gostaria de homenagear os soldados britânicos mortos no conflito. Brown foi ministro das Finanças durante a maior do período em que o país manteve militares no Oriente Médio, segundo o jornal New York Times.

Brown sucedeu Tony Blair como primeiro-ministro. A retirada das tropas, que ocorreu no ano passado, é uma de suas decisões que também deve ser questionada, já que há milícias ativas na área de Basra. O ex-premiê Blair já foi ouvido pelo comitê investigador em janeiro. Na ocasião, não se desculpou e não expressou condolências pelos soldados mortos no Iraque.