Sete anos de trabalho e está quase tudo pronto. Dos dez estádios, oito já foram inaugurados. Até o fim de abril, as obras terminam. Alguns estádios são joias, como o Green Point, na Cidade do Cabo, que vai receber uma semifinal. E o Moses Mabhida, em Durban, que vai receber a outra semifinal e onde Brasil e Portugal vão se enfrentar. O estádio tem bondinho que pode te levar até o teto e é radical: Bungee Jump, aproveintando o arco.
O principal estádio, o Soccer City, em Joanesburgo, será inaugurado no dia 24 de março, com 90 mil pessoas. Éimponente.
A África do Sul construiu estádios arrojados, modernos, bonitos. É irônico. Tudo isso com um objetivo: destruir preconceitos."Há sempre aquele conceito de que tudo que é africano é menor, que não ficará pronto. A melhor maneira de responder é fazer as pessoas virem aqui e olharem o que estamos fazendo", disse o diretor-executivo do comitê organizador, Danny Jordaan.
Há problemas. Mas a África do Sul jamais os escondeu. O transporte público é ruim. Mas rodovias foram ampliadas. O metrô de Joanesburgo deve ficar pronto duas semanas antes da Copa.
Para a segurança, houve um investimento de R$ 360 milhões. O governo garantiu que há 150 mil quartos de hotel disponíveis, exatamente o que a Fifa exigiu.
O país que há 16 anos terminou com o Apartheid, a política de segregação racial, quer mostrar como mudou. Nada melhor do que uma Copa do Mundo. E vai representar todo o continente.
Nós, brasileiros, que seremos anfitriões do próximo Mundial, talvez possamos humildemente aprender com os sul-africanos.
"O Brasil deve aprender que é preciso construir estádios a tempo. Até agora, não há nenhum. É até normal porque estamos a quatro anos. Mas se pensarmos bem, estamos só a três da Copa das Confederações", alertou o secretário-geral da Fifa, o francês Jerome Valcke.
Quando à África, para a Fifa, não há temor.
“Olhando esse estádio, eu penso que a África vai surpreender o mundo”, comentou o técnico Parreira.
Dia 11 de junho é a data do pontapé inicial no preconceito.