A Paraíba terá um levantamento do potencial eólico, ou Atlas Eólico. As pesquisas terão investimentos no valor de R$ 2 milhões e 622 mil, numa parceria entre o Governo do Estado, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Universidade Estadual de Campina Grande (UFCG) e a Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Junior (Atecel).

Mais de 90% dos recursos serão da Eletrobrás. Dirigentes de 25 empresas especialistas em energias renováveis prestigiaram a solenidade de assinatura do convênio às 18h da sexta-feira, dia 26, no Salão Azul do Palácio da Redenção.

Ao assinar o convênio, o governador José Maranhão valiou ser este um projeto de visão para o futuro: “nós estamos tratando de um projeto para o presente e sobretudo para o futuro, porque se trata de fonte alternativa de energia e absolutamente limpa, como é a energia eólica”, e acrescentou: “aqui hoje vocês vão encontrar 25 representantes das maiores empresas da área de energia renovável e que têm esse compromisso com a produção de energia limpa”.

O diretor de Tecnologia da Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras S.A) Ubirajara Rocha Meira, que é paraibano de Campina Grande, destacou que o projeto vai colocar a Paraíba definitivamente no rol dos estados de energias renováveis e ser um grande consumidor e exportador de energia alternativa.

O presidente da Chesf, Dilton da Conti, revelou que a empresa hoje é nacional e está integrada com o Estado da Paraíba, que tomou a iniciativa de fazer o mapeamento eólico. A energia oriunda dos ventos é de futuro e é complementar à energia hidroelétrica que predomina no país. “A Paraíba hoje está dando um grande passo para seu desenvolvimento sustentável e aqui na Paraíba o potencial eólico também é muito significativo”, declarou o presidente da Chesf.

A pesquisa - O Atlas Eólico é um importante instrumento para determinar em que regiões do Estado existem viabilidades para instalar uma usina de geração de energia eólica. De acordo com Antonio Marcus Nogueira Lima, Coordenador Administrativo do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, o levantamento do potencial eólico consiste na instalação de torres de medição, dotadas de equipamentos capazes de monitorar diuturnamente amplitude de vento, direção de vento, temperatura e outras variáveis meteorológicas.

Feito isso, estes dados serão armazenados e utilizados para atualizar modelos de previsão de ventos que permitirão estimar as condições de vento nas áreas não monitoradas do Estado da Paraíba. A execução do projeto de elaboração do Atlas será coordenada pelo Professor Dr. Maurício Beltrão de Rossiter Corrêa, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, e composta por três grupos de pesquisa, sendo dois do Departamento de Engenharia Elétrica e um do Departamento de Ciências Atmosféricas.

Anteriormente as usinas eólicas eram implantadas nos Estados através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). O Proinfa definia a implantação dessas empresas nos estados através de estudos feitos através do Atlas Eólico Brasileiro, que já está ultrapassado. “Como o Atlas Eólico Brasileiro já estava ultrapassado, surgiu a necessidade de que cada estado tenha o seu levantamento potencial eólico”, disse.

Vantagens - É uma energia limpa que não gera resíduos e cujo impacto ambiental é relativamente baixo; é inesgotável; não emite gases poluentes nem gera resíduos e diminui a emissão de gases de efeito de estufa (GEE).