O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta sexta-feira (26) um habeas corpus protocolado pela defesa do ex-secretário de Comunicação Social do Distrito Federal Welligton Moraes, que está preso desde o último dia 12 no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O pedido de liberdade ainda não tem data para ser analisado pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello.
Welligton foi preso por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a alegação de que estaria obstruindo a investigação do mensalão do DEM de Brasília. Ele teria sido o primeiro interlocutor do governador afastado do DF, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), na tentativa de suborno a uma testemunha do mensalão.
No dia 11 deste mês, o STJ também determinou a prisão de Arruda e de mais quatro suspeitos de obstruírem a investigação do suposto esquema de corrupção. Arruda é apontado como chefe do suposto esquema, o que ele nega.
Esse é o segundo pedido de liberdade protocolado em nome de Welligton Moraes no Supremo. O primeiro foi apresentado no dia 17 pelo advogado Bruno Rodrigues. A ação, no entanto, acabou arquivada pelo ministro Marco Aurélio, que atendeu pedido da defesa do ex-secretário, que alegou que Bruno Rodrigues não é advogado de Welligton.
As investigações do mensalão do DEM começaram em novembro do ano passado, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora, que apura o suposto caso de corrupção.
Arruda
Marco Aurélio Mello também é relator do pedido de liberdade de Arruda. No último dia 12, o ministro negou habeas corpus ao governador afastado em caráter liminar (provisório). O julgamento definitivo do habeas corpus deve ocorrer na semana que vem.