A presidente do Chile, Michele Bachelet, confirmou o número de 122 mortos em conseqüência do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile na madrugada deste sábado. Em seguida, o Departamento de Emergência do país divulgou o número de 147 óbitos em consequencia do tremor.

Ela ordenou a abertura de todos os centros de saúde que tenham condições de realizar atendimento para receber os feridos. Ela afirmou em entrevista coletiva veiculada pela CNN em espanhol:

- Temos de trabalhar e ser solidários neste momento.

Bachelet confirmou o que mais cedo o Ministério da Educação anunciou, de que o início do ano letivo, previsto para a próxima segunda-feira (1º) será postergado ao menos em alguns dias.

O ministério anunciou a previsão de que as aulas devem ser adiadas em uma semana para verificar a segurança das construções e também a limpeza.

A presidente comentou o que sentiu no momento do terremoto:

- Como todos os chilenos, em Santiago foi forte. Minha primeira preocupação foi ligar para meus filhos e minha mãe e em seguida me informar sobre o que realmente aconteceu.

Bachelet, que está cotada para assumir um dos postos de reestruturação do Haiti após o terremoto, confirmou que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e líderes dos Estados Unidos e Espanha ligaram para oferecer ajuda.

A presidente voltou a pedir calma e disse estar certa de que o Chile contornará a situação, em especial graças à sua grande experiência com terremotos. Ela cancelou a viagem que faria ao Uruguai para acompanhar a posse de José Mujica na Presidência devido ao fenômeno que atingiu o Chile.