Os possíveis sucessores do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), também estão na mira da Justiça eleitoral. A vice, Alda Marcoantonio (PMDB), foi cassada no mesmo processo que condenou o prefeito. Eles são acusados de receber doações consideradas ilegais na campanha de 2008, mas negam irregularidades.
Procurada, a assessoria da prefeitura diz que não foi informada de qualquer decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Resende Silveira. Mas o advogado de Kassab, Ricardo Penteado, disse que vai entrar com um recurso já na segunda-feira. O recurso, nestes casos, tem efeito suspensivo o que, na prática, vai evitar que Kassab deixe o cargo.
Agora, se após todos os recursos, em todas as instâncias, as cassações forem mantidas, quem assumiria a Prefeitura seria o presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR). No entanto, ele e outros seis vereadores aguardam julgamento pelo mesmo motivo que levou Kassab à condenação.
Rodrigues também enfrenta processo por improbidade administrativa, pela época em que era presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em 1992: ele não realizou licitação para um contrato de R$ 20 milhões. O vereador nega irregularidade.
Nome seguinte na linha de sucessão é o vice-presidente da Câmara, vereador Dalton Silvano (PSDB), que também responde por doações ilegais, nega irregularidade e recorreu à Justiça. A partir do vice-presidente, a Lei Orgânica do Município não prevê outro sucessor, diz apenas que novas eleições precisam ser convocadas em 90 dias.