Escavadeiras e pás mecânicas trabalham nesta segunda-feira (22) em Funchal, capital da ilha da Madeira, onde equipes de resgate temem encontrar novas vítimas do temporal que atingiu o arquipélago português no último sábado (20).
Pelo menos 42 pessoas morreram na tragédia. Autoridades dizem que mais corpos devem ser encontrados nos estacionamentos subterrâneos dos centros comerciais ainda alagados.
Mais de 270 máquinas pesadas e 148 caminhões foram enviados à região para ajudar nas tarefas de limpeza dos escombros e da lama, arrastados pelas chuvas torrenciais que provocaram inundações e deslizamentos.
Em Funchal, as operações de limpeza são muito difíceis em consequência do estado calamitoso das ruas, que têm crateras e montanhas de escombros.
Desde a manhã deste domingo (21), dezenas de bombeiros trabalham para tentar retirar a água dos estacionamentos subterrâneos de vários centros comerciais, onde testemunhas afirmam que muitas pessoas se refugiaram quando a chuva se tornou mais intensa no sábado.A situação no centro comercial de Anadia, que fica na parte baixa da cidade e ficou completamente destruído, provoca apreensão.
De acordo com o canal de televisão SIC, apesar do trabalho incessante das bombas de água, os bombeiros só conseguiram baixar em um metro o nível da água no estacionamento. A inundação ainda está no nível da entrada do local, que tem dois andares subterrâneos.
O presidente do governo regional, Alberto João Jardim, pediu aos habitantes que permaneçam em casa, para não atrapalhar as equipes de resgate e evitar riscos.
As escolas dos distritos de Funchal, Ribeira Brava e Câmara de Lobos, no sul da ilha, permanecerão fechadas pelo menos até esta terça-feira (23).