Técnicos do setor explicam que a falta de investimentos na área de manutenção pode agravar as constantes quedas de luz, principalmente após fortes chuvas.

Em São Paulo, 17 bairros ficaram sem energia por mais de 48h na semana passada. A justificativa é que o apagão aconteceu pelas quedas de árvores.

Em 2009, a demanda energética caiu no setor industrial por conta da crise, mas, o consumo residencial e comercial seguiu no sentido inverso. O comportamento atípico desses segmentos se explica pelo crescimento da renda do brasileiro e do poder de compra conquistado pelas classes D e E. Pelas contas da Empresa de Pesquisa Energética, o consumo geral de energia em 2010 será superior a 7%.

Um indicativo desse crescimento aconteceu no início do mês, quando a demanda por energia superou 70 mil megawatts, a maior da história.

Mesmo assim, o físico Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma que, para este ano, a situação ainda é confortável.

Para o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília, Ivan Camargo, o alto consumo energético neste ano já era esperado.

Ele destacou que houve crescimento substancial no consumo de produtos eletroeletrônicos.

Diferentemente do que se imagina, a redução do consumo de energia não é o principal objetivo do horário de verão, que termina no próximo sábado.

A idéia central é reduzir a demanda máxima de carga no Sistema Elétrico Nacional no horário de ponta em todo território nacional já que a demanda máxima é que define quanto de energia o sistema deverá disponibilizar para atender a todos consumidores.

Mesmo que o consumo seja mais baixo em outros momentos do dia, essa energia continuará disponível.