A previsão é de que a chuva volte a cair em São Paulo, nesta terça-feira (9). Ventos quentes vindos do Norte se dirigem para a capital paulista, deixando o tempo abafado desde cedo. A formação de nuvens deve começar logo pela manhã e, com isso, é esperada chuva para grande parte do estado.
Há, inclusive, risco de temporais com ventos de mais de 60 km/h tanto no interior, quanto no litoral e na capital. Em Santos, a temperatura deve chegar a 34ºC. Na capital, 31ºC, e em Bauru, a máxima deve ser de 30ºC.
Depois de 47 ininterruptos temporais que geraram dias de caos na maior cidade do país, com alagamentos, trânsito ainda mais complicados e mortes, São Paulo teve um dia de trégua nesta segunda-feira (8). Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência, choveu na capital paulista todos os dias, de 23 de dezembro a 7 de fevereiro.
Janeiro deste ano registrou a maior marca em volume de chuvas para o mês desde 1947, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet): foram 480,5 milímetros de chuva contra 481,4 mm há 63 anos. O janeiro mais chuvoso foi registrado em 1947, com 481,4 mm. Em 1987, o primeiro mês do ano teve 442,3 mm de chuva em São Paulo. Outro ano chuvoso ocorreu em 1950, com 421,8 mm, de acordo com os dados do Inmet.
Apenas nos quatro primeiros dias de fevereiro choveu 60% da média histórica para o mês na capital. De acordo com Pereira Filho, meteorologista da USP, o excesso de chuvas se deve à frequência e não à intensidade. O número de mortos em decorrência das fortes chuvas no estado de São Paulo já chega a 74 desde o dia 1º de dezembro do ano passado, de acordo com a Defesa Civil estadual. As mortes ocorreram devido a deslizamentos de terra, enchentes, enxurradas, quedas de árvores e de raio.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou dados sobre quedas de árvore em consequência dos temporais. Desde o início deste mês, caem por dia, em média, 80 árvores. A última quinta-feira (4) foi o dia com mais quedas, um total de 181. O dia em que menos árvores caíram foi a terça-feira passada (2) com 40 unidades derrubadas. Segundo a CET, a cidade conta com cerca de dois milhões de árvores.