Pelo menos 1.600 famílias que vivem em áreas castigadas pelas enchentes em São Paulo receberam auxílio-aluguel de R$ 1.800 e mais R$ 200 -para a mudança- da Prefeitura. Quem vive no Jardim Romano, área mais afetada da cidade, teve de percorrer mais de 40 km para receber o dinheiro.

Nesta quarta-feira (3), a Prefeitura decretou estado de calamidade pública na região. A partir do decreto, as obras necessárias ali devem ser mais rápidas

Também nesta quarta, diversas pessoas faziam fila na porta da Secretaria Municipal de Habitação, no Centro. Uma hora antes das portas do prédio se abrirem, as filas já dobravam a esquina das ruas São Bento e São João. O primeiro grupo de moradores chegou por aqui às 3h.

Ivanize foi uma das primeiras a chegar. Veio do Jardim Helena com a filha de colo. “Estou esperando ser atendida na frente, porque com criança no colo não dá.”

Às 8h59 foi autorizada a entrada dos primeiros da fila. Além da demora no atendimento, os moradores têm outras queixas: para eles, o pagamento do benefício deveria ser feito nos próprios bairros atingidos. Segundo a pasta, 25 funcionários trabalham para atender as famílias. Além disso, o centro tem bancos e quem sair com o cheque ou o dinheiro pode depositar rapidamente a quantia.

A expectativa é que o atendimento seja feito até o final da tarde. Quem está no fim da fila tem medo de ir embora daqui do mesmo jeito que chegou. A pasta, porém, garante que todos que estiverem na fila e pegarem senha serão atendidos nesta quarta.

Além dessas filas no posto da Prefeitura, a espera também continua grande no Jardim Romano. Nos seis postos criados para tirar dúvidas, a confusão ainda é grande. A Prefeitura insiste que os moradores esperem pelo cadastramento em casa. Mas teve gente que dormiu na fila.