Depois das denúncias de profissionais na odontologia que trabalham na Unidade de Emergência do Agreste, o presidente do conselho Regional de Odontologia (CRO), Carlos Roberto Menezes, juntamente com uma comissão de conselheiros,formada pelos médicos Paulo Sergio,conselheiro federal,Antonio Amorim e Carlos Costa,esteve realizando uma visita no hospital e encontraram varias irregularidades.
Um dos maiores problemas observados pelos conselheiros é a falta de instrumental cirúrgico, para que se possa fazer uma cirurgia com mais segurança e evitar possíveis contaminações.
O professor da universidade Federal de Alagoas, conselheiro e cirurgião Carlos Da Costa, falou que constatou na Unidade de Emergência do Agreste a falta de instrumental apropriado para as cirurgias, e que esta deficiência é percebida facilmente no Centro Cirúrgico, onde não há instrumentos para realizar uma cirurgia de Traumatologia Buco-Maxilo-Facial.
Segundo Carlos Da Costa, os médicos informaram que chegam a utilizar instrumentos de outros especialistas profissionais para conseguir realizar uma cirurgia.
O perigo maior segundo o cirurgião Carlos, é que em um caso de emergência onde tenha que se operar dois pacientes, uma das vitimas correrá um grande risco de vida, pois não existem os instrumentos necessários para se realizar duas cirurgias ao mesmo tempo.
“ Para se ter idéia só existe um gancho para ajudar a levantar o osso malar, caso se use o instrumento em um paciente é necessário esterilizar e se houver outro paciente o mesmo ocorrerá risco de vida” explicou o médico.
O Conselho Regional de Odontologia esteve reunido com o diretor da unidade de emergência Daniel Holly, e explicou que dará entrada com uma representação no Ministério Público Estadual, para que se tome uma providência rápida, visto que a carência de médicos também é preocupante.
Segundo o (CRO) deveriam ter dois médicos plantonistas na Unidade de Emergência do Agreste,mas no momento só existe um,o que dificulta ainda mais os atendimentos.
